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Encontrei-me com Bororó... (s/ título) Ary Barroso - O Jornal
Encontrei-me com Bororó ali pelo seu tradicional "ponto", a Cinelândia. Não sabia que o Carlinhos Guinle tinha falecido, Quando lhe disse, ficou perturbadíssimo. Procurei dirigir a conversa para outros assuntos. Soube que Bororó está com seu livro de memórias quase pronto. Sou peru número um! Esse livro deve ser delicioso. Por vários motivos: ninguém conheceu melhor o Rio "do nosso tempo"; ninguém possui melhor memória que Bororó e seu estilo de escrever é pitoresco e saboroso.
Cantei-lhe ao ouvido meu último samba, "Nem ela" e Burorô
gostou do
"Não permito não
Não permito não"
Quando lhe revelei que o samba será cantado por Jorge Veiga, Bororó me sacudiu os ombros, com entusiasmo: "Grande artista! Grande artista!". Confessou que, toda manhã, ao café, já encontra sobre a mesa "Scotch and Soda", e que adora certas "picuínhas" (sic) que faço com o Antônio Maria ("nosso amigo!"). Depois… depois abraçamo-nos, felicidades pra cá – felicidades pra lá e… cada um pra seu lado. |
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